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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A escalada social

New Fiesta, VW Fox, Novo Fiat Palio, Novo Gol....com as últimas atualizações, novas gerações chegam ou o face-lift acontece e percebemos uma estratégia de mercado recorrente na indústria de automóveis. Tudo está em evolução e os compactos não querem ficar fora do glamour do mercado de automóveis. A moda agora é caprichar no look e se tornar um modelo premium. É esse caminho que segue a indústria automobilística. À medida que os carros vão mudando, evoluindo, sobem na escalada social e começam a contemplar mais itens de série, novos opcionais que a categoria nunca imaginaria ter e contribuem para ter mais valor agregado para o produto (a indústria agradece). Tudo acontece com a evolução da economia e com novos potenciais compradores para carros mais completos, mais bem acabados, com uma qualidade de construção melhor, entre outros. Veja o caso do New Fiesta que foi lançado há dois meses. Quem diria que o modelo compacto da Ford começaria a negociação com R$50.100,00? Claro, é o carro mundial, cheio de tecnologia e pode até ter 7 airbags... É claro que a Ford não ficaria de fora do mercado de entrada, que corresponde por +/- 61% do mercado nacional. Assim, a estratégia é manter no catálogo o modelo com design antigo. O mesmo acontece com Novo Gol e Gol G4, Novo Uno e Mille, Novo Palio e Palio Fire, etc, etc...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Efeito Globalização II




Apesar dos pesares, o Governo Collor tem seus merecimentos, sobretudo para a indústria automobilística. Como dizia o presidente que tinha hábito de viajar para o exterior , o brasileiro estava acostumado a dirigir carroças. O mercado nacional era dominado por quatro grandes montadoras que, aliás, não olhavam o Brasil como potencial mercado consumidor.

Posteriormente, simbolizando a efetiva entrada do Brasil no processo de globalização, houve o impacto da abertura do mercado e a indústria automobilística nacional se viu pressionada com a entrada dos concorrentes estrangeiros de peso.

Ao longo desses 20 anos muita coisa evoluiu. Chegaram marcas francesas, o motor ficou bi-combustível, o brasileiro se tornou mais crítico, a briga pelo share de mercado entre as montadoras deixou o cenário mais competitivo e até o governo impulsionou as vendas com a redução da alíquota chamada IPI (imposto sobre produto industrializado). Mas dessa vez o destaque é o número de vendas alcançado pelas montadoras chinesas. É o efeito da globalização II no Brasil.

E os números referentes à China são sempre superlativos. A China desempenha um papel importante no comércio internacional, ao ser o maior consumidor mundial de aço e concreto (usa, respectivamente, um terço e mais da metade daqueles insumos) e o segundo maior importador de petróleo. É o terceiro maior importador do mundo e o segundo maior exportador, em termos globais. Para o mercado de automóveis aqui no Brasil, os índices continuam elevados: de acordo com o balanço do primeiro semestre de 2011 divulgado nesta terça-feira (12) pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), as empresas do país asiático já representam mais de 30% da participação dos modelos importados. No acumulado dos seis primeiros meses do ano foram vendidos 27.330 veículos chineses, contra 63.013 das demais empresas (sendo que apenas a Kia Motors – coreana - emplacou 40.500 carros deste número total).

O brasileiro já está acostumado a comprar carros asiáticos (os índices de venda de Nissan, Toyota e Honda não nos deixam mentir), mas a onda chinesa mostra um novo comportamento de consumo. Agora é a busca do brasileiro é pela melhor relação custo- benefício.

Os carros chineses são baratos porque a produção de bens industriais tem baixo custo. Este fato se deve a sua mão-de-obra barata, o não pagamento de licenças de alguns produtos e os baixos impostos. Apesar disso, alguns consumidores ainda são céticos em relação aos carros chineses, mesmo com promessa agressiva de custo-benefício tanto na compra, quanto na manutenção ou na garantia.

Preconceitos à parte, os consumidores que torcem o nariz para a produção chinesa não podem desconsiderar o sucesso que essas marcas estão tendo no Brasil, mesmo nesta fase inicial de mercado em que se deve provar que é confiável, bom de manutenção, seguro e revenda. Se você não quer arriscar seu investimento num modelo de pouco crédito no mercado, como é o caso dos chineses, pelo menos devemos agradecer o barulho que essa onda chinesa faz no país: as montadoras nacionais estão de olhos abertos diante do sucesso de JAC Motors e Chery. Tomara que essa reviravolta chegue ao que mais interessa:o bolso. Viva os chineses!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O teaser e a indústria de automóveis






No segmento publicitário, teaser é uma das ferramentas iniciais de uma campanha publicitária utilizada para lançamentos de produtos, serviços, marcas. No ramo de automóveis os lançamentos, relançamentos e novidades são necessidades constantes. Assim, uma das disciplinas de comunicação que se torna recorrente é apostar no teaser.

Segundo a tradução literal, teaser em inglês é "aquele que provoca" (provocante), do verbo tease, "provocar". No nosso segmento, isso consiste na técnica que pretende chamar a atenção para uma campanha publicitária, aumentando o interesse de um determinado público alvo a respeito de sua mensagem, por intermédio do uso de informação enigmáticas ou pouco claras. A intenção é chamar atenção para algo que estar por vir e criar uma expectativa a respeito do novo produto. O conteúdo desta comunicação pretende indagar o público sobre a novidade, que na maioria dos casos, se torna um viral.

Para a indústria automobilística, essa técnica virou febre. Na maioria dos casos, as agências de propaganda que atendem as montadores disparam nos meios de comunicação pedaço de imagens dos automóveis, silhueta dos chassis, detalhes do interior, etc. Para quem não se lembra, em Julho de 2008, a Almap BBDO, agência de propaganda que atende a comunicação da Volkswagen há mais de 30 anos, fez uma campanha de grande repercursão. “A idéia foi a união inusitada de valores aparentemente opostos (força e beleza) usando um jeito que somente o Gol poderia falar. No conceito criativo foi traduzido para: "Novo Gol. Lindo como nunca. Gol como sempre."O lançamento da campanha foi precedido por 1 semana de teaser (10”), nacional, nos principais programas da TVAberta. Para ilustrá-la a ALMAP reuniu a mulher mais bonita do mundo, Gisele Bündchen, ao ator que é a essência de força e resistência no mundo inteiro há anos, Sylvester Stallone, que interpreta os personagens “Rocky” e o “Rambo” do cinema.”

Além da VW, várias montadoras já utilizaram deste recurso para lançar automóveis: Kia Ray Concept; Ford Explorer 2011; Audi A7; Chrysler 200 9imagens acima).

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Estilo bravo





Em 2007 a Fiat tentou elitizar sua linha de produtos com o lançamento do Linea, sedã médio que oferecia luxos próprios. Entretanto, com número de vendas pífio, o carro da montadora italiana virou alvo dos taxistas e frotistas diante dos bons descontos oferecidos nas concessionárias.

Agora, com o hatch do modelo, com o lançamento do Bravo, parece que a história vai ser bem diferente. Espero que o nome Bravo não lembre tanto o Brava. Você se lembra do hatch médio, da década de 1990 que tinha três esportivos filetes de luz na lanterna traseira, que até hoje é motivo de piada nas revendas de automóveis e medo dos mecânicos? É...vamos torcer para a história ser outra.

No mercado, em tese, o Bravo mira o queridinho Hyundai i30 e o novo sucesso de vendas, Ford Focus. Para começar a incomodar a concorrência do segmento é preciso começar com no mínimo o básico da categoria: ar-condicionado (opção de digital), direção assistida e conjunto elétrico. Sobre as versões, a nova nomenclatura Fiat está la: Essence, de entrada, com os dois câmbios disponíveis: o manual e o automatizado Dualogic, ambos de cinco marchas. Como saem da fábrica, esses carros custam R$ 55.200 e R$ 57.800. Há também a versão intermediária Absolute, por R$ 62.250 (R$ 65.200 com o câmbio Dualogic). A topo da gama é a T-Jet (R$ 67.700), que só chega ao mercado no final do primeiro trimestre de 2011.

Quanto ao interior, o acabamento é premium e os elementos da cabine lembram o Punto, o que não é uma crítica. Sobre o desenho do modelo, parece que a crítica tem elogiado, sobretudo a traseira que lembra os irmãos da Alfa Romeo. Essa é uma outra característica interessante do Bravo: o parabrisa bastante inclinado e a janela traseira pequena, bem como a linha de cintura elevada e ascendente, dão a quem vai dentro a sensação de estar num carro menor do que ele realmente é. Herança do Stilo, irmão de plataforma que também dava essa impressão.

Depois do luxuoso Tempra, a Fiat já deu “furo n´água” algumas vezes. É só lembrar de Marea, Brava, Linea...e Stilo. Alías, esse ainda tem algunas fãs. Deve ser por isso que o Bravo parece tanto em Stilo mais nervosinho...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Francês sujo de lama. Será?





Suspensão elevada, apetrechos fora de estrada, boa altura em relação ao solo, esportividade, boa dirigibilidade. Esses são atributos que vocês já estão acostumados a relacionar com a família Adventure da Fiat, Cross e Rallye da VW, ao jipinho da Ford e até mesmo ao Renault Sandero.

E os franceses, bons conhecedores da moda, até que demoraram para entrar na onda. Depois do C3 XTR, a Citroen ampliou sua proposta aventureiro urbano e lança o Aircross.

O modelo chega para enfrentar um disputadíssimo segmento iniciado em 1999 pela Fiat com a linha Adventure. Para ilustrar, em 2009, foram 115526 aventureiros vendidos.

O Aircross tem desenho duvidoso, com grade dianteira cromada com o emblema da marca maior e enormes entradas de ar. O capô da versão "brasileira" é mais alto e a carroceria recebeu ainda o estepe na traseira e rack de teto, o que dá ao modelo uma “cara” de utilitário esportivo, apesar de se tratar de uma minivan. Vale ressaltar que o modelo é o primeiro carro da marca francesa voltado para a América do Sul. Serão que temos um gosto tão duvidoso assim?

Apesar do desenho estranho, os itens de série são interessantes e as opções de configuração também. Será oferecido no país em três versões: GL, GLX (por R$ 56.400) e a Exclusive (R$ 61.900), todas equipadas com motor 1.6 flex de 113 cv que já conhecemos do compacto C3. Na Exclusive, o carro já vem com ar-condicionado digital, rodas de liga leve de 16 polegadas, computador de bordo, controlador de velocidade, direção hidráulica, porta-luvas refrigerado, ABS com EBD, dois air-bags...

domingo, 29 de agosto de 2010

Uma narrativa mercantilizada



Angustiada e assustada pela cena que acabara de ver, Mary O´Niel, executiva de sucesso do ramo alimentício, fugiria às pressas com seu Hyundai VeraCruz.

Há trinta minutos, quando estava chegando ao seu sítio, mais precisamente na região serrana de Petrópolis, ela viu o corpo de seu marido, ensangüentado, ser atirado de seu carro por um homem, usando uma máscara. Por um instante, Mary calou-se e não imaginava o que acabara de ocorrer. Nesse momento, já com seu carro parado, ela observava toda aquela cena em silêncio, era como se pudesse ouvir o movimento da sístole/diástole.

Apesar de tudo ter sido muito rápido, Mary percebeu que o corpo do seu marido estava inconsciente e não respondia, quando o assaltante o jogara no chão. Naquele momento, ela imaginava quem poderia ser aquele homem que acabara de assassinar friamente seu marido.

Seu movimento no carro era de passividade e inconformismo (afinal, o que estava acontecendo ali), até que, por descuido, ela acionou a buzina de seu carro. Foi nesse instante que o assaltante virou e viu que estava sendo observado por Mary.
Nesse momento, a empresária olhou com mais atenção e percebeu que aquele assassino era conhecido: Jean Claud , o sócio de seu marido que gerenciava sua empresa. Quando os olhares se cruzaram, como de uma caça prestes a ser devorada pelo caçador, Mary e Jean se sentiram tensos, até que ele entrara no carro da vítima e veio ao encontro dela.

Nesse instante, Mary ligou seu carro, acionou a tração 4WD, deu meia volta e colocou toda força que restava no seu pé direito, acionado rapidamente os 270 cavalos. Correndo contra o tempo, ela olhava no retrovisor antiofuscante e percebeu que Jean estava se aproximando. A situação estava ficando mais tensa à medida que o assassino se aproximava, até que Mary lembrou de um atalho que estava acostumava a cavalgar com seu marido, o riacho das Borboletas.

Mary, não se preocupou com o terreno acidentado e úmido, afinal já havia acionado a tração. A partir daí, Mary conseguiu fugiu e chegou mais rápido do que podia imagina do posto policial da estrada.

Jean Claud foi preso e poderá ficar 45 anos na prisão.
Mary, ainda abalado pelo ocorrido, vendera o sítio e foi morar no interior com os filhos.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Oferta superlativa




A FIAT se apresenta como a montadora que possui a maior linha de produtos no Brasil.
Recentemente, a montadora italiana trouxe nova oferta de motores. Enfim, modernizou o que era criticado, como o beberrão 1.8, e traz inovações na marca, como o motor de 1,6 Litros.

O FIAT Punto 2011 foi o primeiro a receber os novos propulsores E.torQ 1.6 16v, de 115/117cv, e 1.8 16v, de 130/132cv, gasolina e álcool, respectivamente.
Anteriormente, o motor 1.8 rendia o elogiado número de 112/114cv. Agora, com as melhorias em até 70% de seus componentes, como pistões e saias assimétricas, o propulsor 1.8 chega próximo de motores maiores, tais como o 2,0 litros da GM. Ele tem torque elevado em baixas rotações, ou seja, o carro é forte.
Essa tecnologia embarcada nos novos motores foi desenvolvida pela FPT Technologies, empresa do Grupo FIAT, baseados nos motores Tritec.

Com os recentes motores no Punto, na nova Idea e futuramente toda a família Palio, a linha FIAT está maior e também traz nova nomenclatura para as versões. É preciso cuidado para não confundir, principalmente os entusiastas da marca, que estavam acostumados a ouvir versões chamadas de Fire e HLX.

Para ilustrar, podemos pegar o exemplo do compacto premium da montadora italiana, o Punto. São sete versões, oriundas da combinação de três padrões de acabamento (Attractie, Essence e Sporting e T-Jet), três motores (1.4 Fire, 1.6 16v e 1.8 16v) e dois tipos de transmissão (manual e automotizada Dualogic). Ao todo, a oferta é ampla: Attractive 1.4: R$39.290;Essence 1.6 16V: R$44.190;Essence 1.8 16V: R$46.250; Essence 1.8 16V Dualogic: R$48.780; Sporting 1.8 16V: R$51.200; Sporting 1.8 16 V Dualogic: R$53.730; T-Jet: R$64.670.

Para comparar com o concorrente direto da Volkswagen, o Polo possuiu três versões de acabamento (Plus, Sportline, E-flex, Bluemotion), dois modelos de câmbio (mecânico e automotizado I-motion) e duas opções de motor (1.6 e 2.0). Com as restrições de cada uma, também são sete versões.
Na atuação da Citroen, o C3 possui 5 opções, desde motor 1.4, 1.6 e correceria esportiva, como o XTR.

Ainda no universo Fiat, a grande novidade é a minivan Idea que está mais moderna, com desenho mais atual, apesar de ser apenas um face-lift e com as opções de propulsores sua linha elevou. O preço, entretanto, foi mantido.

Claro que quantidade não é sinônimo de qualidade, mas os números são interessantes, sobretudo para dar ânimo de vendas ao Punto. O mercado agradece. E os consumidores também.

sábado, 14 de agosto de 2010

Festa premium





Novo motor 1.6 Sigma empretado do Focus. Novo carro mundial da Ford e equipado com ABS e sete air-bags (na versão topo de linha), o Novo Fiesta vem com tudo. Novo? Aliás, New, porque quando se trata de Novo Fiesta, a comunicação da montadora norte-americana se refere aquele velho conhecido que recebeu uma face-lift há pouco, que ficou ruim, por sinal.

Este New Fiesta é outro carro, outra estrutura e uma nova geração, que ficou definitivamente com design mais belo, com linha de cintura alta e com aspecto de modernidade. Toda essa evolução já diz tudo: o Fiesta veio com vontade de crescer. Não espere, portanto, que ele encara Gol e Palio como concorrentes, porque essa batalha ficou para o modelo anterior. Nesse New, o alvo da Ford é o mercado premium, ou seja, estamos falando de uma briga cheia de pompa, com Punto, C3, FIT, Polo.

Já na versão sedan, a batalha é claramente com Honda City, Fiat Linea e VW Polo Sedan.

Diante dos concorrentes, vamos às credenciais do novo modelo da Ford para ver se há jogo: ar-condicionado, trio elétrico, CD Player, rodas de liga leve e computador de bordo. OK, isso é o trivial no segmento premium. Mas diante do preço de R$49.900, o porte do modelo é convidativo.

Se o comprador opta pelo modelo intermediário, por R$51.150, inclui ABS. Já na versão topo de linha, o banco de couro é de ótima qualidade, pois a textura lembra o do Fusion, e o número de air-bags impressiona, são sete (dois frontais, dois laterais, dois de cortina e um para o joelho do motorista)!

Quanto ao design, a Ford seguiu corretamente a cartilha do segmento premium e mirou o irmão mais velho do Nes Fiesta, o Focus e seu DNA Ford, como a grade, as lanternas na coluna traseira (caso do hatch) e grade.

Belo design, preço coerente, novo motor de 115cv (álcool) e mais uma novidade premium. É, parece que a Ford já deixou pra trás o fantasma da falência e segue em busca de liderança, mesmo que seja no desafiador mercado premium...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Leitura de Alta Velocidade




Uma agradável surpresa ontem ao chegar em casa: a edição de Agosto da Revista Quatro-Rodas comemora seus 50 anos com uma edição especial de 264 páginas.

Como publicitário, vejo a revista como um excelente meio de comunicação. Como leitor e assinante, vejo uma companheira. Com suas vantagens intrísecas ao meio, a Quatro-Rodas é muito segmentada (se você me pedir a edição que traz o comparativo entre Chevrolet Zafira 8v X 16v; ou a estréia do Maybach e Cayenne, posso encontrá-las facilmente), tem vida longa, permitindo anúncios institucionais e mais bem produzido e há maior porcentagem de leitor por exemplar, desde que o dono não seja um certo colecionador egoísta.

No meu caso, o envolvimento com a Revista Quatro-Rodas iniciou-se há vários anos, mais precisamente em Junho de 2001, quando comprei um exemplar para viajar para Passos, interior de Minas Gerais. A edição, me lembro bem, trazia o possível lançamento do Fiat Stilo e na capa estava a fantástica Mercedes ML500. Hoje o modelo não é vendido apenas com seus benefícios off-road, e sim a exclusividade do luxo alemão, sobretudo quando vem da divisão esportiva marca, a AMG.

A revista não precisa de nenhum post que narre seus benefícios, pois ela é, sem dúvida, o melhor periódico do segmento automotivo no Brasil. Ela é a grande referência, tanto para pessoas do mercado, quanto para os que não estão envolvidos.Me lembro bem, quando eu trabalhava no maior Grupo de Concessionárias VW da América Latina, os argumentos descritos nas páginas do COMPARATIVO, estavam na ponta da língua.

Acho interessante enaltecer esse grande player do mercado editorial, visto que a revista é um modelo de vanguarda, pois tem um evento em que promove a performance com seus leitores, no cado do Quatro Rodas Experience; sempre traz edição especial do Salão do Automóvel, fortificando o cenário nacional e tem ótimas percepções sobre a Fórmula 1, sobretudo quando se trata de Massa e Barrichello.

Em Agosto, aperto os cintos, pois há o comparativo entre as novidades que vêm do lado de lá: Hyundai ix35 x Kia Sportage; traz a clássica briga alemã entre Audi A4, BMW 320i e Mercedes C 180 K. Além desses, o novíssimo VW Jetta estampa algumas páginas, enquanto a nova Fiat Idea chega toda moderninha e nervosinha, por causa dos novos motores 1.6 16v e 1.8 E.TORQ.

Os responsáveis da edição trazem também a coleção completa de Quatro-Rodas na Internet.

Enfim, não poderia deixar de dar um espaço neste Blog para uma revista que acompanho há 9 anos. Já mudou lay-out, já mudou nomemclatura de seções, já mudaram alguns articulistas, mas a emoção de narrar bons desempenhos está lá.

Um veículo ótimo para anunciar, uma revista excelente pra ler.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Bons ventos vêm aí





Com a economia brasileira em ascensão e novos consumidores do mercado de luxo em crescimento, está cada vez mais fácil comprar sedãs grande ao invés dos sedãs médios.

Para não fugir desta fatia de mercado rentável, em que existe dois líderes natos, Ford Fusion e Hyundai Azera, a VW não vai ficar de fora. A montadora alemã promete a renovação do sedã Jetta. Não se trata apenas de um face-lift como foi feito na perua Variant há dois meses, e sim uma nova geração vem aí.

Para manter o novo DNA Volkswagen, o modelo foi criado sobre uma nova plataforma baseada no conceito New Compac Coupe (NCC), e não mais no hatch Golf. Para tal, os designers começaram do zero e adotaram linhas mais elegantes para o sedã que ficou 90 milímetros mais comprido e dois centímetros mais baixo. São linhas e vincos mais retos, mais expressivos e menos circulares. O carro tá com cara de bravo!

Fabricado no México, o novo Jetta substitui o modelo atual em todos os mercados onde é vendido – o que inclui o Brasil. Vai depender da duração dos estoques do sedã atual para a chegada do novo modelo, mas é possível que a Volkswagen aguarde até o Salão do Automóvel para lançar o três volumes, em Outubro (eu juro, este ano eu preciso ir!!!).

Espero que os futuros comparativos entre Jetta e companhia não sejam previsíveis. Por isso, atenção QUATRO-RODAS e AUTO ESPORTE, há mais benefícios no Jetta além do câmbio Tiptronic de 6 marchas. Há mais atrativos no Azera do que o motor V6. Há mais vantagens no Fusion do que o espaço interno.

Mais Passat e menos Bora, o novo Jetta tem boas credenciais para brigar com Fusion e Malibu. Azera? É...comecem as apostas porque a disputa de preferência vai ser show, principalmente se o Jetta vier com o motor do Tiguan de 200cv e com a dupla-embreagem do Eos.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Deixa a GM descobrir...




Orientado pelos pífios números de venda do carro de entrada da Renault, o departemento de Marketing da montadora francesa colocou as garras de fora (na primeira quinzena de julho, Clio mantém a posição com 887 unidades. Só para comparar, o Celta vendeu 5.876 unidades neste começo de mês, com a quarta posição, atrás de VW Gol e Fiat Uno/Mille).

Dando continuidade na Campanha Publicitária que tem vendido a idéia que todos os Populares querem ser o Novo Renault Clio 2011, que de novo só tem os três anos de garantia, o marketing bolou uma sacada muito pertinente.

Eles fizeram uma lona para vestir carros populares (Ford Ka, VW Gol, Fiat Uno e como na foto GM Celta) com a imagem do Novo Clio e com os dizeres "O Popular que todos os populares gostaria de ser".

Forçada ou não, parece que a concorrência está vestindo a camisa da Renault. Uma camisa que não tem nada de novo, apenas uma etiqueta que diz "3 anos de Garantia". Uma etiqueta cara, por sinal.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Receita velha em meio às novidades.




Excêntricos, modernos, tecnológicos, econômicos (e baixa emissão de poluentes) e fáceis de estacionar. São vários atributos que comprovam a receita de sucesso dos novos compactos de luxo que têm entrado no mercado.
Depois do Smart ForTwo, Mini Cooper e Fiat 500, agora é a vez da montadora alemã arriscar: chega no Brasil em 2011 o Audi A1.
 
Mais potente que o Fiat 500, menos charmoso que o Mini Cooper, maior e mais esportivo que o Smart ForTwo, o A1 se apresenta como a escolha mais racional entre eles. O sub-compacto da montadora alemã tem interior sóbrio demais em relação aos extravagantes concorrentes e design convencional, com os vários elementos da nova identidade AUDI, como a profusão de leds, câmbio automatizado de dupla embragem e grade trapezional.
 
Diferentemente do Mini Cooper que tem chassi próprio, mas com referências à marca mãe, BMW, o Audi A1 tem base emprestada do VW Polo, Skoda Fabia e Seat Ibiza. Um Audi com plataforma de Skoda? Sim, é possível, pois são marcas do mesmo grupo e o resultado é fantástico, pois o A1 traz as boas credencias mecânicas das montadoras alemãs, variedade de opção de motor (1.2 de 86cv, 1.4 de 122cv e 1.6 diesel de 90cv ou 105, com turbo), suspensão esportiva, rodas de 17 polegadas (na versão top Sport).
 
Segundo os vários testes, há um consenso em afirmar que o modelo é suave, silencioso, boa dirigibilidade e ergonomia decorada por um habitáculo com couro e arcos cromados.
 
Diante disso, é muito provável que o apego racional do carro (mesmo custando cerca de R$90.000,00, ele parecer ser mais coerente em termos de investimento) contribua para a boa expectativa de venda da Audi: 700.000 vendas mundiais por ano!
 
Nesse segmento, se obra caro pelo fator imagem, pelo carisma, pela economia e pela ousadia. O Audi A1 se garante é na hora do test-drive.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Pô GM, o brasileiro gosta é da traseira!





Acaba de chegar ao mercado nacional, o novo sedã-médio da Chevrolet, o Malibu. Com intenções claras de roubar o mercado do Ford Fusion, Hyundai Azera e VW Jetta, ele ocupa espaço entre o Vectra e o Omega.

O Malibu tem vários atrativos como a troca da marcha por meio de haletas no volante, o amplo espaço interno, motor de 171cv, rodas aros 18 que são maiores que as de 17 polegadas dos concorrentes.

O Malibu também se destaca nos itens de segurança como o freio ABS, controle de tração, ESP e seis air-bags.

Comparando com seus concorrentes diretos, o Malibu precisa cativar muito os fãs da GM com seus R$89.900,00, diante dos R$80.920,00 do Fusion e R$90.000,00 do Hyundai, o mais potente (motor V6) e mais completo da categoria.

Porém, o que mais chama a atenção do sedã da GM, é a traseira: design duvidoso! É por isso que coloquei o Classic como foto nesse post, pois ambos têm as laternas traseiras como ponto negativo. O corte com a tampa do porta-malas não tem harmonia e lembra os carros asiáticos. A própria WMccann (agência de publicidade da Chevrolet) duvida um pouco do desenho traseiro, pois toda promoção dos dois carros é vista de frente.

À imagem e semelhança do novo DNA GM mundial ficou bom em termos de qualidade e design. Design que deve ser visto de frente. Caso contrário...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Injeção de DNA VW na perua: Nova Spacefox 2011





Só faltava a station-wagon da linha fox para atualizar toda a linha do compacto. Depois do hatch Fox e do aventureiro urbano CrossFox, chega ao mercado em Julho, a Nova SpaceFox 2011.

Produzida na fábrica da Argentina, a nova perua da VW, situada entre a devassada Parati e a tecnológica Jetta Variant, a Spacefox traz elementos que adequaram a nova identidade visual da montadora alemã. Novos faróis duplos máscara negra, novas lanternas traseiras, novo painel, novo volante com elementos tecnológicos do Passat CC, nova padronagem dos tecidos e sobretudo, novo acabamento, com menos plásticos e mais tecidos. Segundo pesquisas da própria montadora, realizadas pela Academia Vokswagen, a grande queixa dos consumidores era o acabamento e o nível de ruído.

Com essas alterações, a VW pretende sofisticar a perua média e aumentar seus números de venda, que nunca foram muito expressivos quando comparados com o Fox e o CrossFox.

Outra grande novidade é o oferecimento da versão I-Motion, com câmbio automatizado que possibilita trocas no volante. Apesar dos inúmeros elogios do mercado para essa tecnologia da VW, como suavidade de trocas de marcha e consumo médio adequado, eu não compraria essa versão por causa da perda de desempenho, afinal o motor 1.6 de 104cv (com álcool) cumpre o que promete quando está com o excelente câmbio manual e com o carro vazio. Em termos comparativos, o motor 1.8 da Fiat Palio Weekend se sobressai, apesar de haver maior índice de consumo médio e com a falta de bom escalonamento do câmbio da montadora italiana.

Embora cheia de novidades, a Volkswagen adotou a mesma estratégia da Jetta Variant: lançamento com preço reduzido à versão anterior. Por R$48.790,00, é possível ter em sua garagem a perua que já sai completa (ar-condicionado, direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores elétricos, alarme codificado na chave canivete, banco traseiro com trilho de correr e indicador de setas nos retrovisores). Para a versão topo-de-linha, a nomenclatura não foi alterada (diferentemente do Fox), a Sportline vem com computador de bordo, airbag duplo, freios ABS , rodas de liga leve de 15”, espelhos retrovisores auto-rebatíveis, sensor de chuva e mesas atrás dos bancos dianteiros por R$ 55.190.

Com essas alterações, a dianteira ganhou nova grade com filetes cromados e os faróis retangulares que já viraram característica da marca; enquanto a traseira foi completamente redesenhada e traz novo para-choque e lanternas mais quadradas que 'conversam' bem com o restante do conjunto. Assim, a Spacefox se torna um nova opção para o mercado.

Palio Weekend, Idea e Peugeot 207SW que se cuidem, pois a mãe raposa chegou toda moderninha, com muitas novidades e com vontade de recuperar o tempo perdido.

terça-feira, 22 de junho de 2010

À imagem e semelhança da perfeição







Aqui vai uma das minhas paixões: os utilitários esportivos, ou SUVs, como são chamados nos EUA (o maior mercado dos jipões V8 do mundo). Acontece que o Cayenne é mais do que utilitário, é mais que um jipão de luxo, é um verdadeiro esportivo com DNA Porsche.

Com 180 quilos mais leve (o mesmo foi feito para o VW Touareg, jipão que compartilha tecnologia de montagem com Cayenne), em função da economia de combustível, a nova geração do utilitário segue com o novo câmbio Tiptronic S, com 8 (!!!!) velocidades e sistema Stop & Start, para melhor autonomia do carro.

Como já era de costume, a gama de opções são variadas: 3.6 V6 que agora passa a entregar a 300 cv, contra 290 cv do anterior e 3.0 V6 de 240 cv, 4.8 V8 de 400 cv e o 4.8 V8 biturbo de 500 cv da versão Turbo. Além dessas, como a proposta das montadoras têm sido a preocupação ambiental, a Porsche oferece a opção Híbrido (Cayenne S Hybrid) com uma motorização V6 de 300 cv que consegue atingir a autonomia de 12,9km/l, segundo dados da montadora. Ainda sim são dados surpreendentes, pois é quase um Toyota Corolla.

Quanto ao design, a marca manteve a proposta de robustez que o jipe já tinha, com desenho mais harmonioso, esportivo e com detalhes próximos ao do irmão Panamera. A traseira que foi um pouco criticada, pois a lanterna lembra mais os carros asiáticos do que os alemães, apesar da profusão de leds.


DNA Porsche, chave de ignição do lado esquerdo, couro bege, 500cv de potência, novo console à moda Panamera, o novo Porsche Cayenne 2011 definitivamente continuará sendo o carrro campeão de vendas da montadora de Stturtgart. É uma pena não haver as autobans alemãs por aqui...

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Grande (pesada, potente e moderna) Estréia!!!


Não. Eu não estou falando apenas da estréia do Blog. Mas, em se tratando de uma grande estréia (!!!) como essa, nada melhor do que falar sobre uma, real, grande estréia: VW Amarok.

Neste mês de Junho, a Volkswagen ilustrou seu desejo de se tornar o grupo de automóveis líder do mercado mundial, visto que sua 3ª posição, atrás da Toyota e GM, não tem agradado seus líderes alemães.

Ambiciosa ou não, o lançamento da primeira pick-up média 4x4 da montadora alemã nasce para enfrentar concorrentes, literalmente, de peso: Mitsubishi L200 Triton, Nissan Frontier (você já viu alguma na rua?) e Toyota Hilux (o grande alvo). Na lista de concorrentes, não acrescento Ford Ranger e Chevrolet S10 por serem projetos ultrapassados, com vendas limitadas a frotistas, pois essas sim, são pick-ups "de trabalho".

Quanto ao lançamento da Amarok, é inevitável não comparar seus dados técnicos com sua principal concorrente, a Toyota Hilux. Ambas têm 163cv, são gêmeas no conceito da suspensão(duplo A na dianteira e feixe de molas traseira), elas têm apenas R$200,00 que as diferenciam no preço da versão manual (VW:r$119.490; Toyota:R$119.630), possem ABS e EDB (mas somente a Amarok tem BAS), têm Airbags, comp. de bordo, bancos de couro, entre outros.

Toda essa semelhança demonstra, claramente, que no mercado automotivo, "nada se cria, tudo se copia",apesar dos esforços dos engenheiros da montadora alemã, o pessoal da AlmapBBDO têm criado identidade própria para a Amorok. A pick-up da Volks é mais moderna por ter projeto mais atual, conjunto de roda mais atrativo (255/60 r18, enquando na Hilux é 265/70 r16), e mais econômica no perímetro rodoviário (12,5km/l contra 11,4).

A disputa é quente, aliás, suja. Suja de lama. E você, prefere o quê? Fica com a tradição do mundo pickupeiro da Toyota ou aposta no DNA VW, símbolo de robustez e confiança?Prefere o câmbio automático (só na Hilux) ou o manual da Amarok? Optará pelo conservadorismo rústico ou pela estréia tecnológica? Eu? Eu vou de Amarok, a competente (e mais urbana) opção do mercado de pick-ups.